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MIGUEL REALE E OS BANCOS

08/01/2009

Na última reunião do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro MIL-b, tivemos o prazer de tomarmos em nossas mãos o livro “ O Estado Moderno”, escrito pelo Secretário de Doutrina e Estudos da AIB Miguel Reale e lermos para a platéia presente um trecho do livro. Nesses tempos de crise bancária e do colapso do sistema financeiro, vamos ver o que o maior jurista e Filósofo do Brasil, então com 23 anos, escreveu sobre o Sistema Financeiro da época. Será que mudou alguma coisa??

Páginas 86 e 87 do livro “ O Estado Moderno”, Miguel Real, 1934, compiladas e sem alterações, pela Universidade de Brasília, com apoio da Fundação Roberto Marinho, título Obras Políticas 1ª fase, Tomo II, 1983:

“ Os Grandes centros produtores, sob a pressão da concorrência e dos gastos enormes exigidos pela técnica, estão em poder dos institutos de crédito.

O Banco, escreve Arturo Labriola, penetra em toda parte: chega até ao proprietário rural através dos empréstimos hipotecários; até ao pequeno e ao médio comerciante mediante abertura de crédito; até ao industrial como criador de indústria. Hoje, o Banco compra diretores e administradores, e cria do nada uma tecelagem, uma estrada de ferro. O banqueiro aprimora os métodos da centralização de capitais, imprimindo ações e partes de ações, conseguindo espalha-las entre as pequenas economias. Em lugar de um capitalista industrial que dirige em nome próprio os operários, forma-se uma sociedade composta de possuidores de ações desconhecidos, os quais exercem, mediante funcionários, um governo sem nome de pessoas.

A fiscalização do Estado nessa engrenagem financeira é nula.

Mas como poderia o Estado fiscalizar?

O capitalismo - formado de capitais de todas as proveniências, de todos os países - serve-se do Estado, com o seu exército, a sua política e a sua diplomacia, como quem maneja um boneco.

Os bancos estabelecem-se nos organismos nacionais, controlam as economias, impõem a sua vontade aos produtores e agricultores, aos comerciantes e operários.

O Estado, hipotecado em uma longa série de empréstimo, é um simples empregado do Estado supernacional-capitalista, cujos primeiros-ministros são quase todos da raça judaica. É este Estado que age no Brasil confusionista e na Rússia Soviética, agita-se ante a reação hitlerista e procura uma passagem no rígido sistema de Roosevelt. A Rússia, especialmente, nos faz pensar. É uma Nação transformada em usina com um único patrão, uma só norma de vida. Estará essa fábrica gigantesca em poder do proletariado?

No Brasil, não pode pairar dúvida sobre o poder do supercapitalismo. Nossa política reflete operações de crédito irreveladas, negociatas que se fazem no silêncio dos ministérios, em benefício de indivíduos que levam na carteira – sob forma de ações e debêntures – as dores da Nação escravizada.

Só os liberais acreditam na soberania do povo brasileiro.

Só eles acreditam que a nossa imprensa é livre, que não obedece, através da pressão econômica, a institutos de crédito daqui e de fora. Quem não se lembra de certas campanhas espalhafatosas, pagas pelas facções capitalistas?...

...Nacionalismo, sem anticapitalismo é expressão vazia, motivo poético de política “ diletante”.

Foi assim pensando, que rapazes patriotas, erroneamente considerados comunistas, concluíram deste modo um relatório palpitante:

“ Nós estávamos habituados, até bem pouco tempo, a encarar o capitalismo econômico de um ponto de vista inteiramente falso. Encarávamo-lo como uma expressão de interesses nacionais, expandindo-se em detrimento de numerosos países. Falávamos do imperialismo inglês, do imperialismo norte-americano. Os capitalistas revestiam-se desses aspectos nacionalistas. Hoje verificamos que o capitalismo organizado não tem Pátria e obedece a leis secretas de aniquilamento de todos os povos.”

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