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Carta de Natal e Fim de Ano

08/01/2009

Artigo do Chefe Nacional do Integralismo, Plínio Salgado, publicado no jornal "A Offensiva", em 25 de Dezembro de 1935)

"Este ano, em meio às tormentas da hora que passa, escrevo, não uma oração, mas uma carta, na qual não fala o agitador, mas o homem de pensamento(...)" "Sinto hoje, mais do que nunca, a responsabilidade da obra iniciada com a melhor das intenções, obra que corre sempre o perigo de ser desvirtuada de seu recôndito sentido, pelos que, no ímpeto revolucionário, se afastarem da linha realista e firme da concepção política do Integralismo."

"E não há dia melhor para que eu escreva uma carta, não propriamente às massas integralistas, porém às elites integralistas, do que este dia. (...)"

"Examinei (...) a minha criação, na hora mais dramática de nossa Pátria. E inquietei-me. Não temo os inimigos, nem as adversidades, porém temo os próprios integralistas. Eles, na exaltação idealista, poderão perder aquilo que mais procuramos, aquilo que é fundamento da nossa política: a consciência de si mesmos. E, perdendo a consciência de si mesmos, perderão o conceito da autoridade, (...) a concepção do Chefe, como é necessária a uma Nação (...)." "Todo o erro dos séculos (...) foi o de uma deturpação da personalidade humana. (...)."

"Estes erros da concepção do Homem refletiram-se, como era fatal, na concepção da Família, da Sociedade, e do Estado. E produziram seus maléfícos efeitos, arrastando o mundo às desastrosas conseqüências dos dias atormentados que vivemos." "Aquilo mesmo que aparece, aos olhos de uma humanidade atônita, como reação aos cataclismos morais contemporâneos, traz, muitas vezes, no fundo, a essência de uma das numerosas expressões do erro que solapou os fundamentos cristãos da sociedade."

"Volto-me para a única fonte de água viva , para a luz do mundo , para Aquele que, vivendo como um Deus a vida que só um Deus pode viver, ensinou aos homens a viver a vida de homens e deu-lhes o senso profundo da harmonia de que, nós homens do século [XXI] nos temos afastado porque de há muito perdemos o conceito exato, linear, perfeito da personalidade humana." "Perdendo (...) o sentido humano da existência, temos perdido (...) o sentido da nossa finalidade. Temos misturado tudo, temos deturpado tudo, temos estabelecido tal confusão de valores, de deveres, de tarefas próprias a cada um, de modelos de vida, que nos arriscamos todos os dias a opor aos erros que se nos deparam, remédios consubstanciados em novos erros."

"O Integralismo não quer construir um Estado Totalitário, pois quer construir o Estado Integral, o Estado Harmonioso (...). "Distinguimos o campo religioso da área política. Concebemos a autoridade (...) como um princípio de manutenção das estruturas orgânicas da sociedade. (...) É no Divino Mestre que encontramos a lição admirável: a César o que é de César e a Deus o que é de Deus (...). Porque a missão do Estado não é a de Cristo, cujo reino não pertence a este mundo, pois o reino do Estado como o Império de César, é exatamente e somente deste mundo."

"O povo não pode ser uma criação de César, nem César uma criação do povo. Será usurpar direitos que só pertencem a Deus (...)" "Daí o senso realista do Integralismo. Ele tem de tomar o povo na sua verdade histórica e tem de considerar os grupos naturais: a Família, a Corporação Profissional, o Município, a Nação, conforme suas essências próprias e segundo princípios eternos."

"(...) No ímpeto revolucionário com que despertei a juventude da Pátria, arrastando multidões humanas atrás de mim (...) muitas vezes percebi o perigo que arriscavamos preparar para o futuro do meu povo e para mim próprio. (...)" "Estas cousas que escrevo no dia de Natal (...) não serão compreendidas pelos políticos vulgares, pelos fúteis, pelos indiferentes; serão, porém, compreendidas por todos aqueles que têm responsabilidade no movimento Integralista e ainda por aqueles que, em nossa Pátria, nos estão combatendo, a serviço secreto dos escravizadores do Brasil e que por causa delas (estas palavras) desencadearão contra nós os seus ódios e as suas calúnias."

"Elas serão também compreendidas por todos os que adoraram sinceramente o Cristo no dia de Natal. E a mocidade que se lança comigo nesta marcha gloriosa de renovação, nesta luta inebriante porque é cheia de perigos, há de distinguir nitidamente, o pensamento mais profundo ques estas linhas encerram (...)" "(...) Não sou o fundador de nenhuma religião, porém, o idealizador de um Estado. E possam os meus continuadores prosseguir nesta obra, segundo este mesmo ritmo, esta mesma aspiração de equilíbrio, este mesmo sentimento de Humanidade. É preciso construir um Estado para homens, e segundo as necessidades, finalidades, natureza, direitos, deveres, aspirações do Homem. E que o Estado e a Nação, isto é, César e o Povo, sejam mútuos espelhos, onde possam contemplar suas recíprocas virtudes e seus sonhos de grandeza e de dignidade."

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