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O MITO DE GIGES E A REALIDADE DO POVO BRASILEIRO

22/04/2017



O MITO DE GIGES E A REALIDADE DO POVO BRASILEIRO


Cássio Guilherme, Presidente do Movimento Integralista e Linearista Brasileiro MIL-B, fundador do Linearismo


 


                        O filósofo grego Platão explanou em seu livro A REPÚBLICA sobre a Lenda do camponês Giges e seu achado que lhe deu poderes especiais. Tal lenda tinha como objetivo corroborar a idéia de que o Ser Humano é invariavelmente corrupto e bárbaro, somente não cometendo atrocidades e desvarios contra seus semelhantes e a sociedade de modo geral, única e exclusivamente, pelo fato de haver um Poder repressor que o pudesse frear e controlar. Ou melhor, o Ser Humano é Mal por natureza, e só faz o Bem por determinação coercitiva. Muito acima do fundamento moral e filosófico, essa lenda se encaixa como uma luva na realidade do Brasil e seus cidadãos do Sec XXI, com alguns contornos que indelevelmente se amoldam a realidade do modo de ser dos brasileiros.


                        Resumo da lenda de Giges: Giges era um pastor que trabalhava para o soberano da Lídia. Devido a uma grande tempestade e tremor de terra, rasgou-se o solo e abriu-se uma fenda no local onde ele aparentava o rebanho. Admirado ao ver tal coisa, desceu por lá e contemplou, entre outras maravilhas que para aí fantasiam, um cavalo de bronze, oco, com umas aberturas, espreitando através das quais viu lá dentro um cadáver, aparentemente maior do que um homem, e que não tinha mais nada senão um anel de ouro na mão. Arrancou-lho e saiu. Ora, como os pastores se tivessem reunido, da maneira habitual, a fim de comunicarem ao rei, todos os meses, o que dizia respeito aos rebanhos, Giges foi lá também, com o seu anel. Estando ele, pois, sentado no meio dos outros, deu por acaso uma volta ao engaste do anel para dentro, em direção à parte interna da mão, e, ao fazer isso, tornou-se invisível para os que estavam ao lado, os quais falavam dele como se tivesse ido embora. Admirado, passou de novo a mão pelo anel e virou para fora o engaste. Assim que o fez, tornou-se visível. Tendo observado estes fatos, experimentou, a ver se o anel tinha aquele poder, e verificou que, se voltasse o engaste para dentro tornava-se invisível; se o voltasse para fora, visível. Assim senhor de si, logo fez com que fosse um dos delegados que iam junto do rei. Uma vez lá chegando, seduziu a mulher do soberano, e com o auxílio dela, atacou-o, e dessa maneira tomou o poder.


                        Há pouco tempo, nesse início de ano de 2017, a Polícia Militar do Espírito Santo entrou em greve forçada, com as esposas e conjuges dos militares  impedindo a saída dos policiais dos quartéis, impedimento esse que deflagrou a paralisação.  E vejam que as previsões platônicas de 3 milênios atrás foram plenamente confirmadas. A população, tanto os " bandidos" como os " não bandidos" iniciaram uma sucessão de saques, assassinatos, roubos, estupros, pois sem a visão da repressão policial tudo se tornou permitido com num passe de mágica da selvageria inconsciente. E não foi fato isolado. Pudemos testemunhar na Mídia de Massa corrupta, que também não tem a mão fiscalizadora da decência do Poder Constituído, que caminhões tombados nas estradas foram saqueados pelos transeuntes antes que o cadáver do motorista pudesse ser resgatado das ferragens. Em várias ocasiões isso aconteceu no Brasil.  Convulsão social ?? Histeria coletiva das hordas populacionais?? Ou o subconsciente perverso do Ser Humano em ação, sobretudo o Ser Humano que vive no Brasil?? Com uma taxa anual de homicídios que beira 60 mil mortes por ano, fica difícil acreditar que toda essa bestialidade incivilizada é uma questão pontual no tempo e no espaço.


                        Voltando à questão da lenda de Platão sobre o camponês Giges, em vista das denúncias de corrupção e safadezas monumentais jamais vistas na história desse país, com o conluio de empresas bandoleiras privadas e representantes cangaceiros públicos, faríamos novamente uma comparação, e no caso da lenda em si teríamos algumas alterações que Platão jamais saberia pois não conheceu a realidade da RESPUBLICA brasileira. No caso do Brasil, o livro teria que considerar, como narrativa mais adequada, um suposto acordo escuso entre Giges e o rei e a esposa do rei, muito mais vantajoso para ambos e para a embromação do povo idiotizado. Tanto Giges como o rei trabalhariam em comum acordo, saqueando os erários reais, o dinheiro dos contribuintes, a esposa prostituta do rei servindo ambos, com vantagens ainda maiores para a maximização das benesses para os amigos do  reinado e para Giges, e a desgraça dos plebeus contribuintes. Afinal Giges tinha o poder, mas não conhecia de falcatruas governamentais, enquanto o rei tinha mais a ajudá-lo do que em ser descartado simplesmente. Giges seria uma espécie de Odebrecht, Camargo Correa, OAS , gregas, e o rei, o presidente, o mambembe que ocupasse a presidência da respublica brasileira. É lamentável, para não dizer rizível. A tramóia entre os agentes de governo no caso da Terra Brasilis sempre foi muito mais vantajosa do que a situação e a oposição em contendas inúteis. O que interessa é amealhar o maior montante financeiro do contribuinte, saco sem fundo, pois sempre o gado populacional enfia mais e mais recursos no ralo da corrupção endêmica. E o Estado respublicano se torna um avalista de banqueiros internacionais e saqueador de dinheiro dos pobres cidadãos escravos tributários.


                        Que pena,   o  Brasil teoricamente  consegue esculhambar até a Filosofia Platônica.


 


 


 


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