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O DINHEIRO ( PUBLICO) É O ÓPIO DO POVO ( BRASILEIRO)

02/09/2016

 

 

O DINHEIRO ( PÚBLICO) É O ÓPIO DO POVO ( BRASILEIRO)

 

 

 

CÁSSIO GUILHERME, PRESIDENTE DO MOVIMENTO INTEGRALISTA E LINEARISTA BRASILEIRO MIL-B, FUNDADOR DO LINEARISMO

 

 

 

 

 

Não poderíamos enquanto observadores da História recente deixar de comentar esse processo de Impeachment, ou Impedimento da Presidente Dilma Roussef ocorrido nesse dia 31 de agosto de 2016. Vamos provar com nossa análise sociológica que os eventos ocorridos refletem e muito a alma e os objetivos do povo brasileiro e as aspirações da Nação brasileira. Ficará claro que as mazelas e contradições da nossa sociedade têm raízes profundas e o espetáculo deprimente que se viu nesse dia vai corroborar para a sintetização do porquê o Brasil sofre com tanta desigualdade de renda e abismo social.

 

Em tempos de Redes Sociais e perda de monopólio da informação pela Mídia de Massa, e a briga pela atenção dos brasileiros, os políticos e assessores partidários se tornaram celebridades com maior brilho do que os outrora artistas e atores da Rede Globo ou da Mídia televisiva. Por isso o processo da Senhora Dilma foi tão diferente do Impedimento do senhor Collor em 1992. Atualmente o desenrolar dos espetáculos circenses políticos durou mais de 8 meses ( o do Collor foi rápido, 1 mês), visto que os Deputados e Senadores, com ânsia e voracidade de estarem em evidência junto a população, arrastaram ao máximo as discussões do afastamento e condenação da senhora Dilma. Todo esse processo teve como escopo e justificativa não a incompetência administrativa, nem os atos de terrorismo patrocinados pelo partido da senhora Dilma( e atos do seu passado), nem as transformações sociais patrocinadas pela corja que se apossou do Poder; o foco foi mais uma vez e tão somente o dinheiro público, a malversação desse dinheiro que move a ganância e o a cobiça de tantas instituições no Brasil. Se o dinheiro representa a verdadeira religião da Humanidade atual, o dinheiro público é o verdadeiro culto devocional do brasileiro, independente de classes sociais e raça ou de gênero, termos bastante modernos. As farsas de parcerias público-privadas demonstram isso. O Governo sempre entra com o dinheiro, e o restante do acordo, as grandes empresas, empreiteiras, Movimento sociais, Sindicatos, Organizações criminosas, artistas da Lei Rouanet, estatais, fundos de pensão, se encarregam de gastar .

 

As duas características marcantes da sociedade brasileira se desenrolaram durante o pão e circo apresentados. Quais sejam: o Estatismo patológico ( ou intervencionismo estatal) e o ranço da escravidão social( ou diferenças de classes). O Brasil não consegue se desvencilhar dessas características tão marcantes. Os Senadores e os membros do STF, tal como os senhores de Engenho da Colônia e do Período Monarquista pós-independência, tomaram as decisões acima de qualquer Lei ou qualquer suspeita. Os senhores de Engenho modernos, grandes proprietários de terra como antigamente, mesmo envolvidos nas mais aviltantes falcatruas, continuam sendo os mocinhos. E suas decisões são soberanas frente a qualquer tipo de Constituição Popular. Eles são o Estado e Lei, e sabem disso, e gostam disso. O povo que trabalha e paga toda essa orgia continua sendo o escravo de antes, sem qualquer envolvimento com patifarias e roubos, mas como escravos. Os conchavos, compadrios, acordos espúrios da elite burguesa e o cabresto do estômago do povo famélico continuam representados nas esferas do Poder Respublicano, como sempre estiveram. Os valores da sociedade brasileira continuam sendo a condição social e os bens do cidadão, não sua condição moral, nem seu valor altruísta. O ex-presidente Lulla, picareta-mor sem anel de doutor, junto com o picareta-artista e seu cálice de tormentos( Chico Buarque), assitiram os mais de 300 picaretas com anel de doutor( entre Senadores e Deputados e assessores) julgarem a presidente picareta. E a presidente julgada, violando os ditames da Constituição no seu artigo 52, mostrou que sua condenação de crime de responsabilidade e apresentação como bandida perante a opinião pública é um mal infinitamente menor do que perder seus privilégios junto aos cofres públicos. Temos a máxima, não interessa o caráter do indivíduo, desde que ele esteja pendurado nas tetas do Erário. Assim como todos os participantes que estavam lá no Senado.

 

 

E onde estavam as instituições que compõem a sociedade do nosso país??A Igreja Católica e as outras Igrejas preocupadas apenas em salvaguardar seus bens e suas isenções fiscais. As Forças Armadas, diante da obrigação de agir perante o escândalo de violação da Regra Constitucional, preferiram o comodismo daquele que finge que o furacão é apenas uma brisa de primavera sem perigo. E a Maçonaria, e os sindicatos, e as Associações de Classe, principalmente a OAB,  e os Movimentos Sociais?? Muitos ficaram, pasmem, a favor da roubalheira e contra a saída da Presidente, um gesto vexatório de quem vive do dinheiro das verbas públicas, não de conotações de julgamento da moralidade. E o povo?? Parte contra, parte a favor da Presidente. Os bandidos também têm admiradores. Uma senadora afirmou em claro e bom som, num momento ímpar de sinceridade, que todos que estavam ali não tinham moral para julgar ninguém. O Presidente do STF estava lá, o suposto guardião da Constituição, e rasgou a Lei que jurou defender. Lamentável, vergonhoso. A arrogância dos poderosos sempre foi regra de conduta no processo político brasileiro. Interessante que enquanto toda essa discussão tomava assento no Senado, os juros continuavam a subir, o pagamento da rolagem da dívida alcançava 45 % do total do Orçamento do Governo, e os investimentos em educação, saúde e segurança cairam a níveis de 30 anos atrás. Some-se a isso o gasto exorbitante recente da realização das Olimpíadas do Rio.  E não se viu qualquer rompante de manifestação popular de indignação  ou destruição de patrimônio público nas ruas, como nas manifestações de baderneiros em defesa da roubalheira institucionalizada. Será que a permanência ou saída da presidência, e as ações dos politicos, têm algo a ver com Wall Street e a City de Londres?? Como fato novo nessa balbúrdia tivemos apenas as lágrimas da Presidente que invocou a Teoria do Coitadismo, tão em voga no mundo moderno, apelando para sua condição de mulher e sem marido para justificar a suposta perseguição e o suposto “ golpe” que sofreu. Golpe daqueles que são farinha do mesmo saco?? Golpe do jeitinho brasileiro de resolver os problemas??

 

Vivemos tempos realmente difíceis. A polarização ideológica está mais latente do que nunca. Mas as feridas que acompanham o corpo moribundo da Nação brasileira nunca se fecham. O dinheiro público e as benesses do Estado, aconteça o que acontecer, são mais importantes do que qualquer outro parâmetro de nossa realidade, enquanto suposto país soberano e independente. As tetas generosas do Estado-mãe estão sempre prontas a acolherem mais espertalhões pródigos. A propósito, quando serão as eleições?? Qual o próximo concurso público?? Qual a próxima licitação do governo?? Qual o próximo cargo o político eleito vai indicar?? Qual a próxima ONG vai receber verbas públicas?? Qual o valor reajustado do Bolsa-família?? Isso é o que interessa!!

 

 

 

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